Quinta-feira, 09 de Dezembro de 2010

 

IGREJINHA

 

Lá no fim desse caminho

De manhã muito cedinho

Eu costumo passear


Pois ali pertinho existe

Uma igrejinha branca e triste

Onde meu bem vai rezar


Mas num jardinzinho ao lado

Surge um beija-flor dourado

Despetalando uma flor


Choro então com agonia

Pois essa flor que morria

Parecia meu amor


Noites tristes, mas que importa,

Se minha alma quase morta

Em soluços se desfaz?


Hoje é tudo tão tristonho

Para mim que já não sonho

Nem desejo viver mais…

 

 


Mira Lopes

 


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